segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Concepção Cênica e Sinopse do Espetáculo... Por DALLVA RODRIGUES


As esquetes contidas em ‘Confissões de Adolescentes’, identificadas por atos 1, 2 e 3 foram criadas a partir da transcrição da cena III (Eu te obedecerei), ato I, de Hamlet, obra de Willian Shakespeare, durante o módulo II (Montagem Teatral) do curso Iniciação na Arte de Representar, ministrado pela arte-educadora Dallva Rodrigues. A mesma, na época (2009) revisou cada um dos textos, e hoje assina e adapta os três, montando um espetáculo que conta a história de três adolescentes, cheias de sonhos, dúvidas, mágoas, medos, traumas, e desejo de serem felizes.
William Shakespeare escreveu Hamlet há quatrocentos anos. Essa obra, rica e ampla de significados, resiste ao tempo, possibilitando a cada geração novas incursões, descobertas e uma diversidade de interpretações e concepções.
Os temas apontados são: AMOR FRATERNO; SOCIEDADE MACHISTA; OBEDIÊNCIA FILIAL; PAI, FILHA E NAMORADO; EXPERIÊNCIA DE VIDA; SUPERPROTEÇÃO MASCULINA.


A esquete “Eu te obedecerei!” (Ato I) apresenta um conflito armado por Lorena, uma adolescente que quer mostrar ao seu pai que já tem idade o suficiente para saber o que é certo e errado para ela e que já não precisa de tantos cuidados. Polônio, ciente da fase que Lorena está passando recorre a Lucas, seu filho, para ajudar ele a conscientizar Lorena de que ela ainda não é adulta e precisa de regras. Ela ainda sofre pela perda da mãe, o que a deixa mais revoltada e de difícil superação.
“Eu te obedecerei!” procura mostrar as crises familiares existentes na sociedade hoje em dia. Apresenta ainda a difícil fase da adolescência que precisa de paciência e diálogo para superar problemas que surgem em diferentes famílias. A esquete fala do abandono da mãe a casa, aos filhos e marido. Isso é muito comum e infelizmente afeta as famílias deixando-as um pouco desequilibradas.

A esquete “Ainda sou sua Garotinha” (Ato II) conta a história de Sofia, uma menina mimada e carente ao mesmo tempo, devido ao abandono de sua mãe quando ela ainda era pequena. Seu pai e seu irmão tentam contornar a situação, mas a sua revolta parece só aumentar. O pai se sente perdido e, muitas vezes erra na forma de educar. Sofia gosta do pai, mas reconhece que ele não sabe como educá-la. Um dia ele a trata como adulta, noutro a trata como sua eterna garotinha. E Sofia ao final do esquete deixa uma pergunta. Mas, será que os pais nunca crescem mesmo?

A esquete “Amor Proibido” (Ato III) relata os dias de hoje, quando muitos pais, tentando proteger seus filhos, acabam interferindo em seus relacionamentos, e em sua vida amorosa. Também exemplifica pais que não impõe limites, evitam carinhos como beijos e abraços e acabam gerando filhos com baixa-estima, estresse, dificuldade de relacionamento e até mesmo a depressão. Consciente ou inconscientemente, muitos pais fazem de seus filhos verdadeiros reféns da superproteção. De uma forma ou de outra, crianças e adolescentes chegam à vida adulta inseguros, dependentes e com a autoestima fraturada.


Criamos versões atuais para a cena de Shakespeare, coerentes com o modo de vida, tecnologia e problemas atuais.
A partir dos temas propostos, você, caro leitor, consegue responder o que se deve fazer: Ouvir a família ou pagar para ver? O que você faria em alguma das situações apresentadas a seguir?
Boa leitura!
Xero GRANDE!

Dallva Rodrigues


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