As esquetes contidas
em ‘Confissões de Adolescentes’, identificadas por atos 1, 2 e 3 foram criadas a
partir da transcrição da cena III (Eu te obedecerei), ato I, de Hamlet, obra de
Willian Shakespeare, durante o módulo II (Montagem Teatral) do curso Iniciação
na Arte de Representar, ministrado pela arte-educadora Dallva Rodrigues. A mesma,
na época (2009) revisou cada um dos textos, e hoje assina e adapta os três,
montando um espetáculo que conta a história de três adolescentes, cheias de
sonhos, dúvidas, mágoas, medos, traumas, e desejo de serem felizes.
William Shakespeare
escreveu Hamlet há quatrocentos anos.
Essa obra, rica e ampla de significados, resiste ao tempo, possibilitando a
cada geração novas incursões, descobertas e uma diversidade de interpretações e
concepções.
Os temas apontados são:
AMOR FRATERNO; SOCIEDADE MACHISTA; OBEDIÊNCIA FILIAL; PAI, FILHA E NAMORADO;
EXPERIÊNCIA DE VIDA; SUPERPROTEÇÃO MASCULINA.
A esquete “Eu te
obedecerei!” (Ato I) apresenta um conflito armado por Lorena, uma
adolescente que quer mostrar ao seu pai que já tem idade o suficiente para
saber o que é certo e errado para ela e que já não precisa de tantos cuidados.
Polônio, ciente da fase que Lorena está passando recorre a Lucas, seu filho,
para ajudar ele a conscientizar Lorena de que ela ainda não é adulta e precisa
de regras. Ela ainda sofre pela perda da mãe, o que a deixa mais revoltada e de
difícil superação.
“Eu te obedecerei!”
procura mostrar as crises familiares existentes na sociedade hoje em dia.
Apresenta ainda a difícil fase da adolescência que precisa de paciência e diálogo
para superar problemas que surgem em diferentes famílias. A esquete fala do
abandono da mãe a casa, aos filhos e marido. Isso é muito comum e infelizmente
afeta as famílias deixando-as um pouco desequilibradas.
A esquete “Ainda
sou sua Garotinha” (Ato II) conta a história de Sofia, uma menina
mimada e carente ao mesmo tempo, devido ao abandono de sua mãe quando ela ainda
era pequena. Seu pai e seu irmão tentam contornar a situação, mas a sua revolta
parece só aumentar. O pai se sente perdido e, muitas vezes erra na forma de
educar. Sofia gosta do pai, mas reconhece que ele não sabe como educá-la. Um
dia ele a trata como adulta, noutro a trata como sua eterna garotinha. E Sofia
ao final do esquete deixa uma pergunta. Mas, será que os pais nunca crescem
mesmo?
A esquete “Amor
Proibido” (Ato III) relata os dias de hoje, quando muitos pais,
tentando proteger seus filhos, acabam interferindo em seus relacionamentos, e
em sua vida amorosa. Também exemplifica pais que não impõe limites, evitam
carinhos como beijos e abraços e acabam gerando filhos com baixa-estima,
estresse, dificuldade de relacionamento e até mesmo a depressão. Consciente ou
inconscientemente, muitos pais fazem de seus filhos verdadeiros reféns da
superproteção. De uma forma ou de outra, crianças e adolescentes chegam à vida
adulta inseguros, dependentes e com a autoestima fraturada.
Criamos versões
atuais para a cena de Shakespeare, coerentes com o modo de vida, tecnologia e
problemas atuais.
A partir dos temas
propostos, você, caro leitor, consegue responder o que se deve fazer: Ouvir a
família ou pagar para ver? O que você faria em alguma das situações
apresentadas a seguir?
Boa leitura!
Xero GRANDE!
Dallva
Rodrigues
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